Tarso deixa Justiça dia 10 para disputar governo do RS

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou nesta terça-feira que deixa o cargo no próximo dia 10 para disputar a eleição ao governo do Rio Grande do Sul pelo PT. O anúncio foi feito após conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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"O presidente decidiu abrir uma exceção e me exonerar dia 10", disse Tarso a jornalistas. Ele poderia ficar até 3 de abril no posto, seis meses antes da eleição de outubro, conforme prevê a legislação eleitoral.

O substituto na pasta será divulgado antes de sua saída. Estão cotados o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) e o secretário-executivo Luiz Paulo Barreto.

Genro considera os dois nomes adequados para assumirem o cargo. Nas palavras do ministro, o primeiro é um jurista e deputado e o segundo, um bom técnico. "São nomes qualificados", avaliou.

Tarso Genro é o primeiro a deixar o governo e recebeu autorização para ser exonerado antes do tempo previsto em função das peculiaridades do Rio Grande do Sul (RS).

Segundo ele, o Estado é muito politizado e não seria possível fazer uma campanha viajando para lá apenas aos finais de semana.

"O presidente me disse que estará junto comigo para que possamos ganhar as eleições", garantiu Genro.

Tarso Genro assumiu o Ministério da Justiça no início de 2007, no lugar de Márcio Thomaz Bastos. O agora pré-candidato ao governo gaúcho tem ocupado cargos no alto escalão do governo Lula desde o início do primeiro mandato.

Antes de chefiar a pasta da Justiça, ocupou o cargo de ministro da Educação entre 2004 e 2005 e também foi titular da Secretaria de Relações Institucionais, em 2006.

Em 2003, chefiou a Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Antes, ocupou a prefeitura de Porto Alegre (RS) em duas ocasiões: entre 1992 e 1996 e de 2001 a 2002, quando se retirou do cargo para concorrer ao governo do Estado. Sua derrota foi creditada à disputa interna com Olívio Dutra, que levou o PT a ficar dividido no processo.

No começo da carreira política, foi deputado federal de 1989 a 1990.

(Por Natuza Nery, com reportagem adicional de Maria Carolina Marcello; Edição de Carmen Munari)

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