O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje que os arquivos do oficial da reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o major Curió, sobre a Guerrilha do Araguaia confirmam integralmente os depoimentos de camponeses da região. Além daqueles que foram assassinados pelo regime (militar), também foram vitimados camponeses, declarou o ministro.

Tarso disse que Curió será convidado para dar um depoimento à Comissão de Anistia do ministério.

O major Curió abriu ao jornal O Estado de S. Paulo seu arquivo sobre a Guerrilha do Araguaia (1972-1975). Os documentos, guardados há 34 anos, detalham e confirmam a execução de adversários da ditadura nas bases das Forças Armadas na Amazônia. Dos 67 integrantes do movimento de resistência mortos durante o conflito com militares, 41 foram presos, amarrados e executados, quando não ofereciam risco às tropas. Até a abertura do arquivo de Curió, eram conhecidos 25 casos de execução.

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