Depois de sair do gabinete da presidência do Senado de braços dados com o senador José Sarney (PMDB-AP), o ministro da Justiça, Tarso Genro, culpou hoje os advogados pelo vazamento da conversa na qual o parlamentar pergunta a seu filho, Fernando Sarney, se partiu da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a informação que ele obteve sobre um processo judicial que corria em sigilo. Os processos que estão sendo mencionados estão abertos aos advogados desde julho do ano passado, não houve vazamento da Polícia Federal (PF), afirmou Genro, cujo ministério comanda a corporação.

Interceptada pela PF com autorização judicial, em abril do ano passado, a conversa indica que a família Sarney pode ter sido abastecida com informações sigilosas, que tramitavam na Justiça Federal do Maranhão, obtidas por arapongas. A PF afirmou que não abriu inquérito para investigar o suposto vazamento, porque o grampo detectou apenas uma menção à Abin.

Tarso disse que desconhece "aquelas gravações" e que não sabe se elas existem ou não. "O que posso garantir é que não houve vazamento na Polícia Federal", afirmou. "A polícia investiga por dois ou três anos um delito que nunca vaza. Agora, depois que o processos fica aberto, aí a responsabilidade fica fora do Estado."

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