Pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que espera que a governadora Yeda Crusius (PSDB) decida mesmo concorrer à reeleição. Na última quarta-feira, ao anunciar a mudança no comando de quatro secretarias, Yeda indicou deverá concorrer a um novo mandato em 2010.

A governadora enfrenta uma CPI na Assembleia gaúcha e é acusada em ação civil de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal de ser beneficiária de uma fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran.

"Acho perfeitamente natural que a governadora concorra, eu acho mais que ela deveria concorrer mesmo. Porque é um momento, inclusive, para que ela possa até explicar nos debates que ocorrerão como ela tratou as questões mais importantes do Estado", afirmou o ministro, que participou na noite de ontem da solenidade de abertura do Congresso Nacional de Advogados Trabalhistas, em Belo Horizonte.

Para Tarso, a eventual participação de Yeda na disputa do próximo ano não muda a situação da legenda tucana no Estado. "O PSDB é um partido pequeno no Rio Grande do Sul, já era um partido pequeno", disse, destacando que a governadora foi eleita com o apoio do PMDB, que representa a principal força de "centro-direita" e a base de sustentação do governo.

O ministro, porém, repetiu que não pretende levar para a campanha ao governo estadual as denúncias contra Yeda. Ele sugeriu que não quer ser acusado de oportunismo.

Mas o pré-candidato petista não deixou de fazer críticas à atual situação política no Rio Grande do Sul, que, segundo ele, é hoje um Estado "segregado" da política nacional.

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