TAM e Infraero divergem sobre morte no aeroporto do Galeão

RIO DE JANEIRO - A delegacia do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, investiga as circunstâncias da morte da aposentada Maria Petrúcia Ribeiro da Silva, de 68 anos, na madrugada de sábado, pouco tempo após desembarcar de um voo da TAM vindo de Nova York. A companhia aérea e a Infraero apresentaram versões conflitantes sobre o atendimento médico prestado à passageira.

Redação |

Por meio de nota, a TAM alega que Maria começou a se sentir mal no final da viagem. Neste momento, a companhia diz que os tripulantes fizeram-lhe as "perguntas previstas na conduta para avaliação do estado geral do passageiro", mas ela não autorizou a busca de um médico entre os passageiros para que a examinasse. Porém, pediu que fosse atendida no momento do desembarque.

Em seguida, às 5h05, o comandante teria acionado funcionários da empresa em terra para que eles pedissem socorro médico à Infraero.

Às 5h28, as portas da aeronave foram abertas, mas, segundo a TAM, nenhum médico aguardava pela passageira.

No momento em que um funcionário encaminhava a aposentada para o ambulatório, ela desmaiou. O serviço de emergência teria sido acionado pela segunda vez e apareceu apenas as 5h53 - 25 minutos após o primeiro chamado.

A Infraero, por sua vez, diz ter recebido o primeiro pedido de socorro às 5h35 e, questionado se a passageira tinha condições de ir ao posto médico, o funcionário da TAM teria respondido que iria verificar.

De acordo com a estatal, somente as 5h50 o serviço médico voltou a ser contatado e informado sobre a necessidade de comparecer à aeronave. A partir daí, os médicos teriam demorado um minuto para se deslocar. Ao chegar, teriam visto a aposentada em uma cadeira de rodas, dentro da ponte de embarque, já com sinais de parada cardiorespiratória.

A nota da Infraero assinala ainda que, ao contrário do que prevê o plano de emergência, a TAM realizou o desembarque dos demais passageiros antes que a aposentada recebesse os primeiros socorros.

Possível furto

Para agravar a situação, ama das filhas da aposentada, Sandra Williams, afirmou em entrevista a redes de TV que cartões de crédito e US$ 8 mil sacados pela mãe antes da viagem, tranportados em uma bolsa presa à cintura, desapareceram.

A Secretaria de Segurança justificou que nem a empresa nem os familiares relataram o desaparecimento do dinheiro à polícia. O caso também será investigação pela delegacia de polícia do Tom Jobim.

O corpo da aposentada seguiu para o Instituto Médico-Legal (IML). Segundo a filha, a mãe não se queixava de dor ou incômodo antes de embarcar. Maria alternava temporadas no Rio e em Nova York e planejava ficar no País até fevereiro.

*Com informações da Agência Estado

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