Tabacarias veem oportunidade com a nova lei paulista

Os proprietários de tabacarias estão otimistas com a nova lei antifumo aprovada na terça-feira. Como os espaços para degustação de tabaco estão entre os poucos estabelecimentos fechados onde o fumo será permitido - além de cultos, em que fumar faça parte dos rituais -, os empresários esperam que os fumantes de cigarro migrem dos bares e restaurantes para as tabacarias.

Agência Estado |

"O público fumante buscará espaços adequados e legais para o consumo de cigarros", afirma Samuel Denseman, gerente da charutaria Espaço Gattoria. Para "atrair os novos clientes", Milton Tsujimoto, proprietário da Rino Blanco, afirma que as tabacarias deverão adaptar os serviços e produtos oferecidos ao "público do cigarro". "Agora, precisamos conhecer o gosto dos fumantes."

Apesar da euforia, os empresários temem misturar os clientes, pois acreditam que os fumantes de cigarro não têm o perfil dos consumidores de charutos e cachimbos. "O charuteiro é muito mais exigente e seletivo. Diferentemente do cigarro, o charuto é degustado", diz Arthur Avedissian, dono da Premium Cigars. Alguns estabelecimentos oferecem comida e bebida.

Outra preocupação é com o surgimento indiscriminado de tabacarias. "Podem surgir bares disfarçados com a inscrição municipal de tabacarias e com qualidade e serviços duvidosos", afirma Denseman. Para que isso não ocorra, o segmento pretende cobrar rigidez da Prefeitura na fiscalização de todos os estabelecimentos.

Isso também deve impedir que hotéis e pousadas insiram espaços como tabacarias - que funcionariam como os atuais fumódromos. Com a nova legislação, o fumo nesses locais deverá ser banido até dentro dos quartos. Alguns estabelecimentos paulistas, porém, já proíbem fumar dentro dos quartos e já instalaram até detectores de fumaça.

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