Suspeito preso no Rio diz que havia deixado o tráfico

Apontado como um dos líderes do tráfico no Morro do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na zona sul do Rio, Adauto do Nascimento Gonçalves, de 28 anos, o Pit Bull , admitiu hoje que atuou como gerente do tráfico na favela após deixar a prisão em 2006, mas afirmou que havia deixado o movimento em abril do ano passado. Ele estava em liberdade condicional e foi detido hoje em operação no morro que resultou na prisão de outros quatro suspeitos.

Agência Estado |

Gonçalves também confirmou que foi contratado pela construtora OAS para trabalhar de vigia nas obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) na favela.

O suspeito contou na delegacia que cumpriu pena de 3 anos e meio por porte de arma e estava em liberdade condicional. Ele tinha uma marca vermelha no canto do olho direito. Durante a operação não havia mandado de prisão contra Pit Bull . A polícia, que afirma ter provas da participação de Gonçalves no tráfico, pediu a prisão dele e a Justiça expediu um mandado sob a acusação de associação ao tráfico.

Segundo a namorada do suspeito, Carla Rodrigues, de 20 anos, o casal estava dormindo e foi agredido por policiais. "Eles entraram quebrando tudo, me bateram na cara, pegaram dinheiro e celular, botaram um saco na cabeça dele, foi um esculacho", afirmou. No momento da prisão, Pit Bull apresentou aos policiais o crachá da OAS.

Na operação, foram apreendidos em outros pontos da favela armas, granada, bombas de fabricação caseira, munição de festim que teria sido roubada durante as filmagens do longa Tropa de Elite , 2.185 projéteis, pasta base de cocaína, material para refino, balanças, computadores e uma prensa hidráulica de 1,5 metro de altura, supostamente usada para compactar droga.

OAS

A OAS confirmou a contratação e alegou que "a exigência de 'nome limpo' é conduta discriminatória e causa danos morais e materiais irreversíveis por estar atingindo a dignidade da pessoa e criando obstáculos às oportunidades de emprego". A construtora informou que, "além de atender aos preceitos legais e obedecer às instruções do Ministério do Trabalho, contratou, para realização das obras, funcionários que moram nas comunidades".

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