pedreiro Admar de Jesus, de 40 anos, preso na tarde de sábado e que confessou, segundo a Polícia Civil de Goiás, ter matado os seis jovens desaparecidos na cidade de Luziânia, havia sido condenado a 14 anos de prisão por pedofilia em Brasília, mas, após cumprir quatro anos, foi beneficiado pela progressão do regime. " / pedreiro Admar de Jesus, de 40 anos, preso na tarde de sábado e que confessou, segundo a Polícia Civil de Goiás, ter matado os seis jovens desaparecidos na cidade de Luziânia, havia sido condenado a 14 anos de prisão por pedofilia em Brasília, mas, após cumprir quatro anos, foi beneficiado pela progressão do regime. " /

Suspeito de matar jovens em Luziânia cumpria pena em liberdade por pedofilia

O http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/04/10/policia+prende+suspeito+de+morte+de+seis+jovens+em+luziania+9454665.html target=_toppedreiro Admar de Jesus, de 40 anos, preso na tarde de sábado e que confessou, segundo a Polícia Civil de Goiás, ter matado os seis jovens desaparecidos na cidade de Luziânia, havia sido condenado a 14 anos de prisão por pedofilia em Brasília, mas, após cumprir quatro anos, foi beneficiado pela progressão do regime.

Adriano Ceolin e Camila Nascimento |

  • Suspeito de matar jovens em Luziânia oferecia dinheiro às vítimas
  • Laudo médico recomendava que pedreiro ficasse recluso
  • Ainda achava que faria uma grande festa, diz irmã de vítima

    Segundo a polícia, ele cumpria a pena em liberdade desde 23 de dezembro do ano passado. Apenas sete dias depois de ter sido libertado, Jesus teria cometido o primeiro crime em Luziânia.

    Laudo psiquiátrico divulgado pela polícia revela que o pedreiro de 40 anos é um psicopata com "grave distúrbio" e uma pessoa "perigosa" que deveria ser mantida "isolada do convívio social".

    Quando o laudo foi feito, em agosto de 2009, ele havia cumprido quatro anos da pena de 12 anos no presídio da Papuda, à qual foi condenado por violência sexual contra menores em Brasília. Mesmo assim, foi libertado em 23 de dezembro porque, segundo avaliação do Juizado de Instrução Penal, já havia cumprido um terço da pena e tinha direito à progressão de regime.

    Na manhã deste domingo, a polícia localizou os seis corpos dos adolescentes em um vale localizado a 3 km da entrada da cidade. Jesus acompanhou o trabalho e indicou onde estavam os corpos. Todos, segundo a polícia, foram mortos a pauladas.

    Celular roubado

    Jesus era investigado há 10 dias, desde que um familiar dele começou a usar o celular de uma das vítimas. Além do pedreiro, mais quatro pessoas foram detidas suspeitas de envolvimento no caso. A Polícia Federal, que apoia a Polícia Civil nas investigações, realizou três prisões em Brasília.

    Jesus será transferido da 5ª Delegacia Regional de Luziânia para Complexo de Delegacias Especializadas em Goiânia. Jesus ainda não prestou um depoimento formal à polícia.

    AE
    Mães procuram por filhos desaparecidos misteriosamente

    Mães levaram o caso para a imprensa e ao Congresso Nacional

    O caso

    Entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010, seis meninos com idades entre 13 e 19 anos desapareceram misteriosamente. Eles não se conheciam, mas tinham em comum o fato de todos morarem no Parque Estrela Dalva, que concentra cerca de um quarto dos habitantes de Luziânia  - quarta maior cidade de Goiás, com 203.800 moradores, segundo contagem de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Parque Estrela Dalva está situado a 56 quilômetros de Brasília, na periferia.

    Todos desapareceram de dia, após realizarem atividades de rotina. O primeiro a desaparecer, em 30 de dezembro de 2009, foi Diego Alves Rodrigues, de 13 anos. Pouco antes das 10h, ele saiu de casa no bairro para ir a uma oficina de carros e não foi mais visto.

    A polícia chegou a trabalhar com a hipótese de rebeldia típica de adolescente. O delegado Rosivaldo Linhares disse à época que acreditava que todos os jovens estavam vivos. O núcleo de atendimento a famílias de pessoas desaparecidas da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF, que foi à cidade ajudar nas buscas, afirmou que em mais de 80% dos casos de desaparecimento os adolescentes fogem e reaparecem em até um ano.

    As mães dos jovens, porém, nunca acreditaram nesta possibilidade. A copeira Sonia Vieira de Lima, mãe de Paulo Victor, que desapareceu no dia 4 de janeiro, era uma delas. "Meu filho não era rebelde e não tinha razão para fugir", disse. "Ele era carinhoso com a família, organizado e trabalhador." O perfil corresponde a quase todos os desaparecidos, segundo os parentes.

    (*com informações da Agência Estado)

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