RIO DE JANEIRO ¿ Agentes da Divisão de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Santos prenderam, nesta quinta-feira, Leandro Paixão Viegas, de 29 anos, em São Vicente, litoral de São Paulo. Ele é suspeito de ser o principal matador da milícia ¿Liga da Justiça¿, apontada como responsável pela chacina que deixou sete pessoas mortas na Favela do Barbante, em Campo Grande, zona Oeste do Rio.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, Leandro foi encontrado em uma pousada no centro de São Vicente. Os agentes haviam recebido uma informação de que um foragido da polícia do Rio estava na cidade. Os policiais chegaram ao hotel graças a uma denúncia anônima.

Leandro foi preso em um dos quartos do hotel acompanhado de sua esposa. Foram apreendidos um Toyota Corolla blindado, uma identidade e uma carteira de habilitação falsa com a foto do suspeito. Ele declarou que pagou R$ 500 reais para obter os documentos.

O foragido disse tinha fugido de seu apartamento na cidade depois que sua foto foi divulgada na TV. Na casa do suspeito, a polícia apreendeu um notebook e celulares. Leandro foi indiciado por uso de documentação falsa e levado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente.

De acordo com o titular da 35ª DP (Campo Grande), Marcus Neves, o suspeito estaria fora do Rio há cerca de quatro meses. O delegado disse ainda que a prisão de Leandro foi um duro golpe para a milícia, já que ele era um dos homens fortes do grupo.

Chacina

A Polícia Civil do Rio identificou ontem dez dos 17 suspeitos de envolvimento na chacina da Favela do Barbante, em Campo Grande, zona Oeste do Rio, na madrugada de quarta-feira. Entre os suspeitos, há três policiais militares, dois policiais civis e um bombeiro, além do filho do vereador Jerônimo Guimarães, Luciano Guimarães.

De acordo com o titular da 35ª DP (Campo Grande), Marcus Neves, Luciano Guimarães, que é o atual chefe da milícia da zona Oeste, não só comandou os sete assassinatos na Favela do Barbante como também participou da execução aleatória dos moradores. Neves acrescentou que Luciano Guimarães estaria chefiando a milícia no lugar do pai, Jerônimo Guimarães, o Jerominho, detido no presídio de Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó.

As investigações da Polícia Civil indicam também que há relação entre a chacina e campanhas eleitorais de candidatos envolvidos com as milícias da zona Oeste. O delegado levantou, inclusive, a hipótese de candidata à vereadora Carminha Guimarães, também filha de Jerônimo Guimarães, ser uma das pessoas beneficiadas.

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