Surto de vírus atinge 16 bebês e fecha UTI neonatal da Unicamp

SÃO PAULO - O surto de um vírus atinge a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Segundo comunicado divulgado na tarde desta quinta-feira, o vírus, denominado VSR (Vírus Sincicial Respiratório), é sazonal. Devido ao ocorrido, como prevenção, foram suspensas as internações de novos pacientes neste setor. O hospital informou que 16 bebês contraíram o vírus e um deles morreu.

Redação |

Entretanto, a morte deste bebê não é, inicialmente, relacionada ao vírus, pois ele era um recém-nascido crônico (com um problemas cardíacos graves) e estava internado há dois meses. Outro bebê teve alta e 14 seguem internados e monitorados.

Dos bebês infectados, 12 estão estáveis e outros dois em estado grave.

De acordo com a médica e Diretora Social do hospital,  Dra. Angela Maria Bacha, esse é um vírus que está no ambiente e tem um comportamento similar ao vírus da gripe. Ele é sazonal e aparece nos meses de inverno, sendo altamente contagioso.

O VSR causa doenças respiratórias e é especialmente prejudicial para pacientes que já estão debilitados. No ambiente ele não tem maiores consequências, pois, quando atinge adultos, é como se fosse uma gripe.

A médica explicou que, em outro ambiente da UTI neonatal, seguem internados 12 bebês, isolados, que não apresentaram sinais do vírus e não puderam ser removidos do local.


Tratamento

A Dra Ângela também afirma que essas 26 crianças internadas na UTI neonatal estão recebendo anticorpos. Nas infectadas ele deve diminuir a gravidade e a duração da doença. Nas crianças que  não foram infectadas, o anticorpo reduz o risco da aquisição, mas não é uma vacina.

Os dois grupos de crianças estão isolados e sendo cuidados por profissionais distintos. A médica explica que o período de incubação da doença é de dois a dez dias, portanto, ainda pode haver a manifestação da doença em outras crianças.

De acordo com a Dra Ângela, as suposições usadas para definir o início do surto são dois casos do vírus que acontecerem seguidamente, em um período de menos de 24 horas. Uma criança havia nascido aqui e foi  para casa, onde toda a família estava com quadro viral, talvez o mesmo vírus, não foi feito exame em relação a isso. Essa criança voltou com quadro respiratório mais grave e foi confirmado que era o vírus.

Logo depois, outra criança já internada na UTI neonatal apresentou o vírus.Como ela não saiu do hospital, pode ter adquirido a doença por meio de alguma visita que recebeu. Esses dois casos aconteceram nos dias 14 e 15 de maio.

Como a denominação de surto só é feita quando há o terceiro caso, no dia 21, quando um terceiro bebê foi infectado, a UTI foi fechada para novas internações.

Os pais não estão impedidos de ver os filhos, mas, durante as visitas, eles não podem tocar os bebês. Visitas de familiares não são permitidas.

De acordo com Ângela, o caso foi divulgado para a imprensa porque, na tarde de quarta-feira, foi decidido que partos de baixo risco também não seriam feitos, para evitar possíveis outros casos da doença.

Quanto ao bebê que morreu, a médica afirma que ainda não se sabe se o óbito tem relação com o vírus, pois a criança estava internada desde o dia 13 de março, ela tinha defeito nos cromossomos, o que causa má formações. O bebê tinha problemas cardíacos e morreu no dia 24 de maio.

A nota da Unicamp também informa que não houve casos como estes anteriormente no hospital e foram tomadas as seguintes providências: não serão feitas novas internações até que o vírus não seja mais detectado na UTI neonatal; fica restrito o fluxo de pacientes e visitantes na UTI; foi criado um comitê interno para o caso, que foi notificado às autoridadades sanitárias.

Leia mais sobre: vírus

    Leia tudo sobre: virusvírus

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG