O surfista Tony Andreo Villela, de 32 anos, morto no último domingo no mar do Guarujá, na Baixada Santista, foi homenageado hoje na Praia de Pitangueiras. Cerca de 200 pessoas participaram da cerimônia que começou ao meio-dia e durou quase duas horas.

Pranchas fincadas em pé na areia, flores e uma faixa com os dizeres "Tony Eterno" foram o cenário da cerimônia, na qual os surfistas pintaram seus corpos com frases como "Tony amigo", "Tony pai" e "Tony herói". O grupo fez orações e manifestou o desejo de mudar o nome da Ilha da Pombeva, que fica nessa praia, para "Ilha do Tony".

Ele desapareceu na manhã de domingo, depois de entrar no mar para resgatar quatro surfistas no Canto do Maluf, na Praia de Pitangueiras. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Maurício Machado Cunha, Villela conseguiu salvar dois deles, sendo que os outros dois saíram sozinhos. O corpo de Villela foi encontrado na tarde de ontem, na Praia da Enseada, que é vizinha de Pitangueiras, após três dias e meio de buscas.

A família realizou um velório na noite de ontem e hoje o corpo seria cremado em São Paulo, para posteriormente, as cinzas serem jogadas no mar. A Prefeitura de Guarujá decretou luto oficial por três dias, pela vida de Villela como esportista e seu ato heróico.

Nascido no Guarujá, o Villela sempre freqüentou a praia e desde menino trabalhava na ferinha de artesanato local com a sua família. Casado pela segunda vez, tinha uma filha da primeira relação que fará 12 anos no sábado. A ferinha onde trabalhava, atualmente como tatuador em henna, também não funcionou hoje.

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