Supremo Tribunal Federal deve livrar Palocci e abrir caminho para 2010

O deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) deve se livrar nesta semana, no Supremo Tribunal Federal (STF), da suspeita de que teria ordenado a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, o que ajudaria seus planos políticos para o ano que vem. Por tabela, também deverão se livrar da acusação o ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) Jorge Mattoso e o ex-assessor de imprensa de Palocci no Ministério da Fazenda, o jornalista Marcelo Netto, suspeitos de envolvimento na quebra do sigilo.

Redação com Agência Estado |


Agência Brasil
Palocci será julgado essa semana

Palocci será julgado essa semana

Segundo informações obtidas pela reportagem, a maioria dos ministros vai concluir que não há provas materiais de que Palocci tenha mandado subordinados quebrarem o sigilo do caseiro.

Uma decisão do STF concluindo pela inocência de Palocci ajudaria seus planos políticos. O deputado do PT é considerado uma espécie de curinga pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente, é cotado tanto para substituir o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro - que assumirá uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU) -, como para ser candidato ao governo de São Paulo.

O caso

Em 2006, Francenildo revelou ao jornal "O Estado de S. Paulo", em entrevista exclusiva, que Palocci frequentava reuniões com lobistas numa casa em Brasília.

Em entrevista dada ao jornal, o caseiro disse que Palocci frequentava as reuniões em uma mansão em Brasília nas quais ocorriam partilha de dinheiro que chegava numa mala. A mansão do Lago Sul ficou conhecida como a República de Ribeirão Preto.

Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bancos, ele afirmou que Palocci era chamado no local de chefe. O ex-ministro negou a denúncia.

Dias depois da entrevista, Francenildo teve sua conta na Caixa Econômica Federal violada. Surgiram suspeitas de que a quebra do sigilo tinha sido determinada por Palocci.

De acordo com as investigações feitas pela PF, Palocci teria pedido ao então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, para obter o extrato bancário do caseiro. O objetivo seria desmoralizar o depoimento de Francenildo.

Em 17 de março de 2006, um dia após o depoimento, a revista "Época" publicou extrato bancário do caseiro com depósito de R$ 25 mil. A insinuação era que o dinheiro pagaria depoimento de Francenildo contra Palocci. Mas descobriu-se que o depósito foi realizado pelo pai do caseiro para que ele desistisse de ação de reconhecimento de paternidade.

O escândalo de quebra do sigilo bancário do caseiro derrubou Palocci do comando do Ministério da Fazenda. Ele deixou o cargo em 27 de março de 2006, três semanas após a denúncia.


Palocci será julgado pelo STF

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