Supremo Tribunal Federal decide se senador Eduardo Azeredo vira réu em ação penal

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar nesta quarta-feira a denúncia contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). O Ministério Público Federal acusa o senador de peculato e lavagem de dinheiro por conta de um esquema de caixa 2 que, segundo a acusação, foi montado no governo de Minas Gerais para financiar a campanha de Azeredo para reeleição em 1998. Azeredo perdeu para Itamar Franco.

Rodrigo Haidar, iG Brasília |

De acordo com a denúncia, houve um esquema de superfaturamento em verbas de publicidade institucional do governo, cujo excedente era repassado ao caixa 2 de campanha por empresários.

Agência Senado
Azeredo discursa na sessão desta quinta
Eduardo Azeredo (PSDB-MG) discursa em sessão do plenário

A sessão de julgamento começa excepcionalmente às 9h. A leitura do relatório e voto do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, deve levar toda a parte da manhã. A expectativa é a de que o caso não seja encerrado nesta quarta porque sua análise será mais atenta do que foi a do caso do mensalão federal, quando o STF transformou em réus os 40 denunciados.

A investigação contra Eduardo Azeredo se originou do mensalão federal. No curso da apuração, a Polícia Federal descobriu indícios de que o publicitário Marcos Valério, apontado como o operador do mensalão, havia atuado junto com Azeredo no governo mineiro. A investigação foi desmembrada e acusados, além do senador e de Marcos Valério, o ex-ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, à época coordenador político da campanha de Azeredo.

Apenas a denúncia contra Azeredo permaneceu no STF em razão do foro especial a que o parlamentar tem direito. Em maio de 2009, o ministro Joaquim Barbosa decidiu desmembrar o inquérito, acolhendo pedido feito por Marcos Valério e outros dois acusados, que passaram a ser investigados sob o comando da Justiça Federal de Minas Gerais em primeira instância.

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