Supremo deve livrar Palocci de ação por quebra de sigilo

O ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) deve se livrar da denúncia de envolvimento na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, em 2006. Essa é a tendência apontada por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para o julgamento marcado para a próxima quinta-feira, penúltima sessão antes do recesso.

Agência Estado |

Segundo ministros, não há provas suficientes para ligar Palocci à quebra do sigilo e ao vazamento das informações à imprensa. Sem isso, dizem, seria impossível responsabilizá-lo penalmente.

AE
O ex-ministro Palocci, à esquerda
O ex-ministro Palocci, à esquerda
O relator do caso, o presidente do STF, Gilmar Mendes, decidirá se aceita a denúncia do Ministério Público Federal contra Palocci. Apesar da expectativa de que o assunto entre na pauta na semana que vem, Mendes afirmou ontem que a tendência é jogar o assunto para 2009. Espero me ver livre disso em fevereiro, disse o presidente do STF, em visita a São Paulo. Os advogados de Palocci apostaram justamente na falta de provas para rejeitar a proposta feita pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, de suspender o processo em troca de uma pena alternativa. Em agosto, os advogados encaminharam ofício ao Supremo para recusar a oferta e pedir o julgamento.

O escândalo da quebra de sigilo bancário do caseiro derrubou Antonio Palocci do comando da economia. Ele deixou o cargo em 27 de março de 2006, três semanas após o Estado publicar relato de Francenildo sobre festas e suspeita de partilha de dinheiro em uma mansão no Lago Sul, em Brasília. O caseiro afirmou à época que Palocci freqüentava a casa, desmentindo o ex-ministro, que dissera à CPI dos Bingos que nunca estivera lá. Dois dias depois, Francenildo teve o sigilo bancário violado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Leia tudo sobre: palocci

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG