BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello arquivou uma investigação que existia contra o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP). O parlamentar era investigado por supostamente ter participado da contratação de uma empresa de publicidade sem licitação na época em que era prefeito de Ribeirão Preto, município do interior de São Paulo. Mello tomou a decisão depois que o Ministério Público Federal (MPF) afirmou que não existiam provas contra Palocci.

Porém, como no caso também são investigadas outras pessoas, que não são autoridades, o ministro determinou o encaminhamento da investigação para a 5ª Vara Criminal de Ribeirão Preto.

"Inexistindo, nos autos deste procedimento, elementos que justifiquem o oferecimento de denúncia contra o deputado Antonio Palocci Filho, como expressamente o reconhece o eminente procurador-geral da República (que acentua não haver prova contra o parlamentar em questão), não pode, o Supremo Tribunal Federal, presente tal contexto, recusar o pedido de arquivamento", afirmou.

Além dessa investigação, tramita no STF um inquérito que apura se Palocci teve ou não envolvimento com a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. O caseiro foi uma das principais testemunhas do caso que ficou conhecido como a República de Ribeirão Preto. Na época, Palocci era ministro da Fazenda e teve de deixar o cargo.

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