Supremo aprova extradição de militar uruguaio para Argentina

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quinta-feira a extradição para a Argentina do militar aposentado uruguaio Manuel Juan Cordero, acusado de crimes contra a humanidade durante as ditaduras que governaram a região na década de 1970. A decisão foi aprovada pelo plenário do STT, de acordo com uma nota do tribunal.

Reuters |

O coronel aposentado é acusado de ter participado da Operação Condor, orquestrada pelas ditaduras que governavam no Cone Sul na época, para reprimir a oposição.

O Uruguai também havia solicitado a extradição de Cordero, mas o STF descartou o caso por considerar que os delitos imputados a ele foram cometidos na Argentina.

O oficial uruguaio é acusado do desaparecimento de dez pessoas, além do sequestro e sumiço de um menor.

Segundo a decisão do STF, Cordero responderá na Argentina pelo sequestro e desaparecimento em 1976 do argentino Adalberto Soba Fernández, que na época tinha menos de dez anos.

Os advogados do coronel aposentado pretendiam provar que alguns dos delitos, como associação para a delinquência e homicídio, haviam prescrito, de acordo com a lei brasileira.

Mas, em sua intervenção, o ministro Ricardo Lewandowsk indicou que o delito de sequestro tem caráter permanente até o aparecimento da vítima, com o que ainda não prescreveu.

O pedido de extradição argentino se fundamentou em acusações de privação de liberdade, agravada por violência e ameaças, de tortura aos detidos e de associação ilícita para que se cometessem delitos, segundo o STF.

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