Religiosos ameaçados de morte dizem que há consórcio do crime no Pará" / Religiosos ameaçados de morte dizem que há consórcio do crime no Pará" /

Suposto mandante de assassinato de Dorothy Stang é absolvido

BELÉM - Acusado de ser o mandante da morte da missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, o fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura, o Bida, foi absolvido nesta terça-feira pelo conselho de sentença durante o segundo julgamento a que foi submetido. A decisão revoltou a família da vítima e entidades de direitos humanos presentes no salão do Júri. O promotor Edson Souza disse que pretende recorrer da decisão. Os jurados entenderam que não havia provas suficientes para condenar o fazendeiro. No mesmo julgamento, que durou dois dias, o pistoleiro Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, foi condenado a 28 anos de prisão em regime fechado. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/05/06/religiosos_ameacados_de_morte_denunciam_consorcio_do_crime_no_para_1299775.html target=_topReligiosos ameaçados de morte dizem que há consórcio do crime no Pará

Redação com agências |

Divulgação
Vitalmiro Moura e Rayfran Sales no Tribunal do Juri

O advogado Eduardo Imbiriba, que defende o fazendeiro, pediu a absolvição de Bida, sustentando a tese de negativa de mando do crime. Ele alegou que não existe prova concreta no processo que incrimine Vitalmiro Bastos Moura.

A defensora pública de Rayfran Sales, Marilda Cantal, procurou convencer os jurados de que o crime não foi encomendado, e que Rayfran só matou a missionária por que se sentia pressionado por ela e pelos colonos que Dorothy defendia. A defensora sustentou a tese de que Rayfran praticou um crime de natureza simples, classificando-o de homicídio simples, ou homicídio privilegiado, cuja condenação é de 6 a 20 anos de prisão.

O novo julgamento do fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura e de Rayfran das Neves Sales começou nesta segunda-feira na 2ª Vara do Juri de Belém, sob a presidência do juiz Raimundo Alves Flexa.

A missionária Dorothy Stang foi morta com seis tiros em Anapu, a 300 quilômetros da capital paraense, em fevereiro de 2005. Ela trabalhava com a Pastoral da Terra e comandava o programa em uma área autorizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

(Com agências Estado e Brasil)

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