BRASÍLIA ¿ O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) voltou questionar a economia que o Senado pretende fazer no Orçamento da Casa Legislativa de 2009 e 2010.



Agência Senado
Suplicy em pronunciamento na sessão desta quinta.
Suplicy em pronunciamento na
sessão desta quinta-feira
Suplicy questiona ainda o porquê da diminuição de gastos ordenada por Sarney não ter sido incorporada ao orçamento e também cobra mais explicações da razão para se gastar tanto com horas extras.

Em junho, po exemplo, elas somaram R$ 6,976 milhões e, em julho, (com apenas 13 dias úteis), foram consumidos R$ 5,036 milhões ¿ valor maior que o mesmo período do ano passado, quando utilizaram R$4,435 milhões com horas extras.  

O discurso do parlamentar é uma reposta ao documento do primeiro-secretário do Senado Heráclito Fortes (PMDB-PI), enviado ao petista nesta terça-feira. De acordo com o documento de Fortes, a proposta orçamentária do Senado Federal foi encaminhada à Secretaria de Orçamento e Finanças do Ministério do Planejamento no final de maio. Portanto, muito antes da apresentação do relatório da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que ocorreu apenas no dia 18 de agosto.

Fortes justificou que a proposta da FGV de enxugamento das contas no Senado foi entregue em agosto, três meses depois do orçamento já ter sido encaminhado ao Ministério do Planejamento. 

Nas contas do senador por São Paulo, entre os orçamentos de 2010 e 2009, há um aumento de cerca de R$ 10 milhões. A partir da incorporação do proposto pela FGV, a redução nas contas poderia chegar a R$376 milhões. 

Em fevereiro deste ano, lembra Suplicy, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) teria ordenado um corte de R$ 48,8 milhões, que incluía a diminuição de gastos com gráfica, passagens aéreas, corte de ramais telefônicos e contratações de serviços.

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