Suplicy se livra de processo por quebra de decoro parlamentar

BRASÍLIA - O corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), afirmou nesta segunda-feira, por meio de sua assessoria de imprensa, que não deve abrir inquérito por decoro parlamentar para apurar a conduta do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que na última quarta-feira desfilou rapidamente pelos corredores da Casa vestindo uma sunga vermelha sobre a calça, em referência ao personagem Super-Homem.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

Tuma deve entregar nesta terça-feira um relatório reforçando as orientações de comportamentos de parlamentares diante da imprensa. "Não vou privar ou enquadrar a imprensa no Senado. Sou pela liberdade de imprensa. Não sou professor, mas como corregedor, vou alertar aos senadores como proceder", disse.

O corregedor afirma ainda que Suplicy entrou em contato com ele no fim de semana e reconheceu que exagerou em aceitar o pedido insistente da apresentadora do programa "Pânico na TV", Sabrina Sato. Além disso, o senador petista pediu aos responsáveis pelo programa que não exibissem o trecho em que ele aparece. O pedido foi aceito e não foi exibido neste domingo.

Na avaliação de Tuma, o Senado está em processo de restabelecimento da imagem perante a opinião pública e abrir investigação contra Suplicy neste momento "causaria um problema maior". "Ele tomou as providências para evitar que a cena fosse exibida, também me telefonou no sábado para explicar o ocorrido, as informações foram confirmadas pela Sabrina Sato. Então, eu achei melhor não dar corda para isto e evitar que o senador seja levado ao Conselho de Ética", afirmou.

Ainda na noite do domingo, Suplicy encaminhou uma nota à imprensa em que admite que não deveria ter feito o que fez e não tinha a qualquer intenção de ferir a imagem do Senado Federal.

(*Com informações da Agência Estado)

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