O senador Eduardo Suplicy pretende enfrentar até mesmo sua ex-mulher, Marta Suplicy, nas prévias do PT para escolha do candidato do partido a governador de São Paulo.

Abordado pela reportagem do iG a respeito de notas de jornais dando conta do interesse de Marta em concorrer ao governo, Suplicy afirmou:

Eu e Marta continuamos muito amigos, apesar da separação. Mas já informei ao presidente o partido em São Paulo que estou recolhendo assinaturas de apoio à minha candidatura nas prévias do partido. Agora não vejo como voltar atrás. Exceto se o partido estabelecer um outro critério acordado entre todos, como o das pesquisas eleitorais, pois acredito que sou forte candidato na base do partido e também junto à opinião pública.

Ontem Suplicy enviou carta cumprimentando Edinho Silva pela posse como presidente do Diretório Estadual do PT, na qual informa que até o final do mês devera ter em mãos as 2.970 assinaturas de filiados necessárias para que ele se habilite à previas do partido. Na carta, Suplicy lembra a Edinho:

Na exposição ao Diretório Estadual, em novembro último, você esclareceu que o PT, em 2010, ou apoiará o deputado Ciro Gomes em coligação com o PSB, ou terá candidatura própria. Disse, ainda, que a direção, após ouvir o sentimento do partido, avaliava que eram considerados pré-candidatos ao Governo Marta Suplicy, Antonio Palocci, Emídio de Souza, Fernando Haddad, Arlindo Chinaglia e eu. Na ocasião, o Senador Aloizio Mercadante comunicou sua intenção de ser candidato à reeleição para o Senado, decisão que confirmou hoje à nossa Bancada.

Para, depois,  afirmar:

Reitero o meu compromisso de apoiar, com entusiasmo, a pessoa que for a escolhida num processo transparente, democrático e bem conduzido pela direção do partido, seja por consenso ou por prévia, precedida por debates.

Na verdade, a candidatura do senador não é bem vista pela cúpula nacional do PT e pelo Palácio do Planalto, que preferem o nome de Aloizio Mercadante. Mas o líder petista no Senado também disse ao iG estar completamente descartada a hipótese de concorrer a governador de São Paulo: Sou candidato ao Senado.

Neste caso, o Palácio do Planalto e a cúpula do PT  tenderão a apoiar Marta Suplicy ou Fernando Haddad, quem se mostrar mais disposto, já que Antônio Palocci também não quer concorrer. 

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