Supermercado é condenado a pagar R$ 60 mil por racismo

RIO DE JANEIRO - O supermercado Extra foi condenado a indenizar, por danos morais, duas clientes que teriam sido chamadas de crioulas, negras e ladras por um segurança do estabelecimento. A decisão é do juiz Antonio Aurélio Abi Ramia Duarte, da 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca, e favorece Regina Célia Ferreira dos Santos e Sueli do Carmo Machado, que devem receber R$ 30 mil cada uma.

Redação |

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Os seguranças do estabelecimento teriam abordado as mulheres por suspeitar de furto e, segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, "testemunhas confirmaram as ofensas". Apesar disto, o supermercado rejeitou um acordo na justiça.

Com base nos depoimentos dos clientes, o juiz ficou convencido de que os seguranças do estabelecimento abordaram as mulheres por elas serem negras. "Assim, se confirma que as autoras foram ofendidas, não por simples e provável furto apenas, mas se conclui que a abordagem ocorreu por serem negras, prova disso decorre da forma ofensiva como foram tratadas. O fato foi presenciado por várias pessoas, o que apenas majora o dano moral", concluiu o juiz.

Segundo o tribunal, para fixar o valor da indenização o juiz considerou "o fato de a empresa contratar policial para efetuar sua segurança, as ofensas raciais, a ausência de desculpas formais do supermercado, a exposição das autoras perante um grupo expressivo de pessoas, tendo que jogar todas as suas coisas".

A redação do Último Segundo tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa do Grupo Pão de Açúcar mas não teve resposta.

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