BRASÍLIA - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou nesta quarta-feira que manteve o bloqueio de R$ 10,84 milhões de um dos controladores do Trade Link Bank, empresa offshore com sede nas Ilhas Cayman acusada de envolvimento na efetivação de operações financeiras ilegais decorrentes do episódio do mensalão.

De acordo com informações do STJ, os ministros do tribunal negaram, por unanimidade, o habeas-corpus em que o controlador pedia liberação do dinheiro bloqueado na conta dele e das filhas.

Os recursos foram bloqueados por causa da acusação de prática de crimes contra o sistema financeiro e de lavagem de dinheiro.

Segundo o STJ, investigações da Polícia Federal (PF) apontaram que o Trade Link Bank movimentou US$ 698,4 milhões em conta na extinta agência do Banestado de Nova York.

A origem do dinheiro seria de contas brasileiras de não-residentes ou domiciliados no exterior, as chamadas CC5. Além disso, o STJ afirmou que também foram constatadas transferências de recursos "significativos" da offshore para o Banco Rural e outras empresas do Grupo Rural, que mantinham conta na mesma agência do Banestado.

De acordo com o tribunal, o Grupo Rural remeteu ao exterior US$ 4,85 bilhões através de contas CC5 entre 1996 e 2000.

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