Superior de Protógenes condena parceria da Abin e da PF na Operação Satiagraha

BRASÍLIA - O diretor de Divisão de Inteligência da Polícia Federal, Daniel Lorenz, superior hierárquico do delegado Protógenes Queiroz, disse nesta quarta-feira, em depoimento à CPI dos Grampos, discordar da participação de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em operações da Polícia Federal (PF).

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

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Segundo Lorenz, durante a Operação Satiagraha, quando 52 funcionários da agência participaram das investigações, ele deixou claro sua insatisfação com a sociedade.

Eu disse que o compartilhamento de informação não era correto. (...) Nunca houve o canal formal dessa comunicação, falou o diretor de Inteligência.

Protógenes foi o primeiro delegado a comandar a Operação Satiagraha, ação da Polícia Federal que prendeu o sócio-fundador do banco Opportunity, Daniel Dantas, por crimes financeiros.

O diretor foi chamado à CPI dos Grampos por sugestão do deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Interessa ao colegiado investigar denúncia de que a Abin teria participação no grampo ilegal do qual foi alvo o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes.

O depoimento de Daniel Lorenz estava marcado para esta quinta-feira, mas em razão do cancelamento da oitiva com o juiz da vara criminal de Itaguaí, Rafael Fonseca, o presidente da CPI, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), antecipou a reunião para esta quarta-feira. 

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