Superávit primário do país cai 39% em 2009

BRASÍLIA (Reuters) - O superávit primário do setor público brasileiro caiu 39 por cento em 2009 frente ao ano anterior e o governo teve que abater das contas investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para garantir o cumprimento da meta fiscal. O Banco Central informou nesta quinta-feira que o superávit primário, que mede a economia feita pelo país para o pagamento de sua dívida, ficou em 64,518 bilhões de reais em 2009, o equivalente a 2,06 por cento do Produto Interno Bruto --pior desempenho da série histórica, com início em 2001.

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Em 2008, o superávit havia sido de 106,420 bilhões de reais, ou 3,54 por cento do PIB.

O governo tinha como meta um primário de 2,5 por cento do PIB, mas esse valor poderia cair com o abatimento de todos os investimentos previstos para o PAC no ano.

"Com esse resultado, foi cumprida a meta de superávit primário ajustada para o ano, de 1,93 por cento do PIB, descontados os investimentos do PAC passíveis de abatimento (0,57 por cento do PIB)", informou o BC em nota.

Somente depois, em entrevista a jornalistas, o Banco Central esclareceu que os abatimentos feitos foram de 0,44 por cento do PIB --percentual suficiente para que a economia efetivamente feita pelo setor público no ano (de 2,06 por cento) chegasse à meta de 2,5 por cento.

Em dezembro, o resultado primário foi superavitário em 276 milhões de reais, abaixo do esperado mas o melhor resultado para o mês desde o início da série. Analistas consultados pela Reuters esperavam superávit mensal de 1 bilhão de reais.

O BC informou ainda que a dívida líquida total do setor público ficou em 43,0 por cento do PIB em dezembro, frente a 37,3 por cento do PIB em dezembro de 2008. Em novembro, o endividamento líquido correspondia a 43,1 por cento do PIB.

(Reportagem de Isabel Versiani)

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