A última vez que São Paulo a viu foi em 1998, em uma apresentação do Rigoletto, no Teatro Municipal. Esta noite, a soprano coreana Sumi Jo volta a apresentar-se na Sala São Paulo, acompanhada pelo pianista inglês Gary Matthewman.

A renda do recital de hoje, às 21h, vai reverter para o tratamento de crianças e adolescentes carentes com câncer, assistidos pelo Tucca, que trouxe a soprano ao País.

Formada em 1968 pela Academia de Santa Cecília, de Roma, Sumi Jo estreou como a Susanna das Bodas de Fígaro e se especializou em papéis ligeiros, de coloratura, ou de soprano lírico. Ganhadora de um dos prêmios mais conceituados da Itália, o Carlo Alberto Cappelli, de Verona, ela gravou com Georg Solti e Herbert von Karajan, entre outros, e foi uma das cantoras a receber o título de Artista da Paz, concedido pela Unesco.

O recital desta noite se inicia com árias de ópera séria barroca. De Vivaldi: Agitata da Due Venti (Griselda) e Sposa Son Disprezzata (Bajazet); e de Haendel: Tornami a Vagheggiar (Alcina) e Lascia chio Pianga (Rinaldo). Em seguida, ela faz canções: Sérénade, de Gounod; Chanson Triste, de Duparc; La Pastorella delle Alpi, de Rossini; e La Capinera, de Julius Benedict - o aluno predileto de Weber.

Entre essas canções está a Villanelle, de Eva dellAcqua, conhecida por ter sido um dos números que Sumi Jo cantou, no recital de abril de 2000, no Châtelet de Paris, que insistiu em não cancelar, apesar de ter recebido a notícia de que seu pai tinha morrido em Seul. E o programa se encerra com três conhecidas árias de ópera: Eccomi! Oh Quante Volte, dos Capuleti e Montecchi de Bellini; Caro Nome, do Rigoletto, e E strano... Ah Forse Lui ... Sempre Libera, da Traviata, ambas de Verdi. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Sumi Jo . Sala São Paulo (1.340 lug.). Praça Júlio Prestes, 16, Luz. Tel. (011) 4003-1212. Hoje, 21 h. R$ 50/R$ 140.

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