Sul e Sudeste do País concentram 60% do acesso à internet no País

Apesar de ter aumentado, o acesso à informação a partir da internet apresenta ainda grande desigualdade entre as regiões do País, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Redação |

A pesquisa aponta que, das 57.557 mil residências brasileiras, 17.945 mil (31,2%) possuíam microcomputador, em 2008, sendo 13.716 mil (23,8%) com acesso à internet. Mais da metade dos domicílios do País com computador (10.119 mil), porém, estava na região Sudeste. Destes, 7.978 mil tinham acesso à internet.

De 2007 para 2008, aumentou em 3,8 ponto percentual o número de casas com acesso à internet no País, passando de 20% para 23,8%. A região Sudeste tinha 31,5% de seus domicílios conectados à internet; a Sul, 28,6%; a Centro-Oeste, 23,5%; a Nordeste, 11,6%; e a Norte, 10,6%.

De acordo com Elis Monteiro, relações públicas do Comitê para Democratização da Internet (CDI), organização não governamental que atua na inclusão digital de pessoas de baixa renda, especialmente nas favelas do Rio de Janeiro, os números revelam que as classes sociais mais baixas ainda têm muitas dificuldades no acesso principalmente à internet.

O acesso ao computador ficou mais fácil nos últimos anos, com a queda de preços e programas de financiamento para aquisição desse bem. Ao mesmo tempo, o acesso à internet requer investimentos mais altos tanto por parte do governo como da iniciativa privada. Muitas vezes as empresas que levam a infraestrutura, que é a base de tudo, acabam concentrando sua área de atuação, em que também está concentrado o dinheiro, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. O governo precisa fazer um trabalho de convencimento para que essas companhias universalizem a estrutura e melhorem a qualidade do acesso, defendeu.

Essa diferença entre as regiões foi notada pela empregada doméstica Edna Maria da Silva, que chegou ao Rio vinda de Pernambuco há seis meses. Logo que conseguiu um emprego na capital fluminense, fez sua matrícula em um curso de informática.

Lá no Nordeste é muito mais difícil conseguir locais com acesso à internet. Aqui no Rio, pelo menos, as casas parecem ter mais computadores com o serviço. Por isso, logo que eu consegui um emprego tratei de me inscrever, porque hoje em dia, sem saber mexer no computador, é quase como se a gente não soubesse ler e escrever, afirmou.

(*com informações da Agência Brasil)

Veja os principais dados da Pnad 2008:

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