A Suíça identificou um volume recorde de casos de suspeita de lavagem de dinheiro em seus bancos em 2009 e um número de sul-americanos envolvidos em plena expansão. Os dados foram divulgados ontem pelo Escritório Federal de Polícia da Suíça, indicando que o volume de recursos identificado como sendo proveniente de lavagem de dinheiro chegaria a US$ 2,2 bilhões só no ano passado.

Os casos envolvendo sul-americanos mais que triplicaram desde 2003. Em 12 anos, a polícia local identificou 6,6 mil casos de lavagem de dinheiro, dos quais 353 viriam da America do Sul. Apesar de não detalhar a origem, os suíços indicam que colombianos e brasileiros estiveram entre os mais investigados. Caribe, Itália e os países do Leste Europeu são os líderes entre os estrangeiros suspeitos de lavagem.

O ex-ministro de Justiça, Tarso Genro, viajou à Suíça no final de 2009 para negociar o envio de mais de US$ 20 milhões do caso envolvendo a corrupção de fiscais no Rio de Janeiro. Há duas semanas, a Justiça ainda conseguiu que os suíços bloqueassem as contas de Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP).

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