Suíça executou ordem internacional ao deter Polanski, diz porta-voz

Genebra, 27 set (EFE).- Um porta-voz do Ministério da Justiça suíço disse hoje que, com a detenção do cineasta Roman Polanski, seu país apenas cumpriu uma ordem de detenção internacional.

EFE |

"Não há razões para não executar um mandato de detenção internacional válido", disse Guido Balmer, porta-voz do ministério, à agência nacional suíça.

O porta-voz confirmou que a ordem de busca e captura internacional foi lançada em 2005 pelas autoridades americanas, e que a ordem de detenção original data de 1978.

O cineasta, no entanto, conta com a possibilidade de apelar da ordem de extradição, especificou Balmer.

Polanski foi detido no sábado, em Zurique, aonde chegou para receber um prêmio do festival de cinema dessa cidade, devido a um caso pendente nos Estados Unidos há 30 anos.

O caso data de 1977, quando os pais de uma adolescente de 13 anos apresentaram um processo contra Polanski, acusado de drogar e estuprar a jovem modelo.

O cineasta se declarou culpado de "relações sexuais ilegais", por isso foi enviado à prisão em "avaliação" durante três meses, mas só passou 47 dias.

No final de 1978, no dia seguinte de uma reunião entre seus advogados e um juiz que tinha deixado entender que queria voltar a enviá-lo à prisão, Polanski, em liberdade sob fiança, pegou um avião para a Europa e nunca mais voltou a solo americano.

O Tribunal Superior de Los Angeles rejeitou em maio, de maneira definitiva, o pedido dos advogados de Polanski para suspender as acusações por abuso sexual. EFE mh/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG