Suíça confirma que Roman Polanski está detido para extradição

GENEBRA ¿ O Ministério da Justiça da Suíça confirmou hoje que o diretor franco-polonês Roman Polanski está detido e à espera de ser extraditado aos Estados Unidos. O órgão, no entanto, disse que o cineasta pode apelar da decisão.

Redação com EFE |

AP

Roman Polanski no ano passado

Polanski foi detido no sábado, em Zurique, aonde chegou para receber um prêmio do festival de cinema dessa cidade, devido a um caso pendente nos Estados Unidos há 30 anos.

O caso data de 1977, quando os pais de uma adolescente de 13 anos apresentaram um processo contra Polanski, acusado de drogar e estuprar a jovem modelo. O cineasta se declarou culpado de "relações sexuais ilegais", por isso foi enviado à prisão em "avaliação" durante três meses, mas só passou 47 dias.

No final de 1978, no dia seguinte de uma reunião entre seus advogados e um juiz que tinha deixado entender que queria voltar a enviá-lo à prisão, Polanski, em liberdade sob fiança, pegou um avião para a Europa e nunca mais voltou a solo norte-americano.

Por conta disso, o diretor recebeu à distância o Oscar de melhor filme pela obra "O Pianista", de 2002, que conta as memórias de um músico judeu em plena ocupação nazista de Varsóvia durante a Segunda Guerra Mundial.

O Tribunal Superior de Los Angeles rejeitou em maio, de maneira definitiva, o pedido dos advogados de Polanski para suspender as acusações por abuso sexual.

A vítima do caso, Samantha Geimer, hoje casada e com filhos, já pediu que as acusações contra o diretor sejam retiradas. Ela diz que a insistência da Justiça para que Polanski compareça diante de um juiz americano é uma "piada cruel".

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