Sudeste é a única região a reduzir mortes por armas de fogo, indica pesquisa do Ipea

BRASÍLIA - Entre 1996 e 2007, a região Sudeste foi a única a reduzir as mortes por armas de fogo. No Nordeste, o número quase dobrou e, em todo o País, saltou de 26.481 para 35.076. Os números estão na 16ª edição do boletim ¿Políticas Sociais ¿ acompanhamento e análise¿, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que monitorou as ações do governo federal no ano de 2007, através do exame das políticas e programas setoriais.

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O Ipea também informou que o número de mulheres que morrem desta maneira diminuiu 7,56%. Para os homens, a situação é preocupante. As mortes, que já eram em maior número, subiram de 24.167 para 32.937, um aumento de 36,29%.

Além das mortes por armas de fogo, o boletim retratou a evolução do trabalho nas regiões metropolitanas entre os anos de 2002 e 2007. Nas seis principais regiões metropolitanas, o aumento da ocupação foi de 16,8%, sendo que Belo Horizonte teve o maior aumento, de 25%, e o Rio de Janeiro teve o menor, de 10,9%. A ocupação feminina cresceu 21,3% e a masculina 13,4% nas regiões metropolitanas. Apesar disto, os homens continuam sendo maioria entre os trabalhadores.

Ainda quanto as ocupações nas regiões metropolitanas, a boa notícia está no balanço da faixa etária. De acordo com o Ipea, despencou a população ocupada entre 10 e 14 anos. Segundo os técnicos do Instituto, a queda de 33% é resultado do combate ao trabalho infantil, da redução da pobreza no País e de programas como o Bolsa Família. Apesar disto, ainda havia, em 2007, 53 mil crianças trabalhando.

Nos setores da economia, o crescimento maior da ocupação foi no de serviços na área de intermediação financeira, atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas. Administração pública, comércio e construção civil tiveram os menores crescimentos. É importante salientar que estes dados foram levantados em 2007, antes da crise.

Também cresceram o emprego formal, o número de empregadores e pessoas que trabalham por contra própria nas regiões metropolitanas. Por outro lado o número de trabalhadores sem carteira caiu 15,3%, segundo o boletim do Ipea.

No campo da Saúde, foi monitorado o Programa Saúde da Família entre os anos de 1994 e 2008. O Instituto revelou que o programa se consolidou durante estes anos, passando de existente em 1,1% para em 93,8% dos municípios. A maior cobertura do programa é no Nordeste, onde 98,9% dos municípios tem o programa.

Na cultura, o Ipea revelou que, apesar do aumento do número de municípios no País, o número de instalações para abrigar atividades culturais não cresceu. Exemplos disto são o número de teatros ou casas de espetáculo e cinemas, que aumentaram com o maior número de municípios no País.

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