Sudeste é a região que menos confia nas polícias

Estudo publicado pelo Ipea mostra que a região também tem maior investimento e o menor índice de homicídios do País

iG São Paulo |

As pessoas que vivem na região Sudeste do Brasil são as que menos confiam nas polícias militar e civil, aponta o estudo Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com a pesquisa, divulgada nesta quarta-feira, 75,15% dos habitantes da região “confiam pouco” ou simplesmente não confiam nas polícias. A região tem o número médio de 279 policiais (militares e civis) por 100 mil habitantes.

Na região Centro-Oeste, o nível de confiança nas polícias é o maior do País (40,4% confiam na polícia). Os Estados  também têm a maior média de policiais por habitante entre todas as regiões brasileiras (quase 600 por milhão de habitantes. Mas a taxa de criminalidade violenta é alta, apresentando uma taxa de homicídios dolosos acima da média nacional - 254 por 100 mil habitantes).

Apesar de ser a região onde a população se sente mais insegura, a região Nordeste também tem um bom índice de confiança nas polícias: 5,80% “confiam muito” e 24,10% apenas “confiam”. Na média brasileira, 29,7% confiam nas polícias e há 273 policiais para cada 100 mil habitantes.

Homicídios

Ao mesmo tempo em que confia pouco na polícia, o Sudeste possui o menor índice de homicídio doloso (com intenção de matar) do Brasil - 21,77 por 100 mil habitantes - e é a região com maior gasto na área de segurança pública - R$ 248,89 por pessoa. Mesmo com as constates notícias sobre a violência em São Paulo, o Estado, um dos mais populosos da região, ajuda a puxar a média para baixo, com 11 homicídios por 100 mil habitantes. Comparando os anos 2009 e 2010 ainda houve uma queda de 14% na taxa desse crime.

No Brasil, a taxa média é de 22,4 homicídios dolosos por 100 mil de habitantes. O gasto em segurança pública, por habitante, é de R$ 200,07.

O SIPS tem a finalidade de verificar como a população de cada estado do Brasil avalia serviços de segurança públicos e permite que o Estado atue de maneira mais eficaz nessas áreas.

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