BRASÍLIA - Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2007) indicam que a população da região sudeste atingiu, pela primeira vez, a média de oito anos de estudos, a mínima exigida pela Constituição. A média do País ainda está abaixo deste patamar, 7,3 anos, puxada para baixo pelo Nordeste, cuja população ainda tem, em média, apenas seis anos de estudos.

Os números, retirados dos micro dados da Pnad e analisados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que todas as regiões avançaram de 2006 para 2007, mas Norte e Sudeste tiveram uma melhoria um pouco maior, de 0,2 anos.

De 1992 para cá, a média brasileira subiu 2,1 anos. No entanto, ainda existem grandes diferenças entre as áreas metropolitanas - 8,5 anos de estudo - e rural, com apenas 4,5 anos. A população negra tem 1,8 anos a menos de estudo do que a branca.

O levantamento trata, ainda, da diferença de renda entre a população branca e negra. De acordo com o Ipea, esse hiato de renda começou a cair apenas a partir de 2001 e ainda os negros recebem menos da metade da renda dos brancos. "Se o ritmo continuar o mesmo, haverá igualdade racial de renda domiciliar per capita no Brasil apenas em 2029", diz o estudo do Ipea.

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