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Sucesso mundial de Avatar antecipa futuro promissor para o cinema 3D

O sucessor arrasador de Avatar, a fantasia futurista que faz uma interação perfeita de atores reais com a magia digital criada por James Cameron, confirma o gosto do público pelo cinema em terceira dimensão e está motivando Hollywood a pensar em novas produções do gênero.

AFP |

"Avatar" já acumulou um bilhão de dólares em bilheteria em todo mundo e está a caminho de bater o recorde alcançado por outra produção do próprio Cameron, "Titanic", que arrecadou 1,8 bilhão de dólares.

"O filme atinge todos os públicos, mesmo aqueles que não veriam, a priori, um filme em 3D", explica Jeff Bock, analista da Exhibitor Relations, a empersa que publica semanalmente os resultados da bilheteria na América do Norte.

O filme pode ser o mais caro da história do cinema - a cifra de 500 milhões de dólares é mencionada em Hollywood -, mas para Bock o risco foi calculado pela Fox, estúdio que produziu o filme.

"Se você tem um nome da envergadura de James Cameron para realizar um filme em 3D, você pode gastar 500 milhões de dólares sabendo que vai haver retorno", acrescentou.

"Em apenas três semanas, 'Avatar' se tornou a quarta maior bilheteria de todos os tempos. Os lucros compensaram amplamente os riscos", enfatizou.

Para ele, "Avatar" marcar o início de uma nova era para o 3D em Hollywood. "As ramificações deste sucesso são enormes. Os estúdios agora vão lançar um grande número de projetos nesse formato".

Segundo os organizadores do primeiro Festival de Cinema em 3D, que acontecerá em dezembro, em Liège, na Bélgica, mais de 150 filmes utilizando este processo se encontram atualmente em fase de desenvolvimento.

E o fenômeno não se limita apenas aos filmes de animação ou de terror, gêneros tradicionalmente adeptos do 3D.

"Acho que James Cameron expandiu a definição do que pode ser um filme em 3D", afirmou Jason Constantine, presidente de aquisições e co-produções da produtora Lionsgate.

Antes, a Disney lançou em 2005 seu primeiro filme em 3D, "O Galinho Chicken Little" em somente 84 telas nos Estados Unidos. Mas já em novembro passado, "Os Fantasmas de Scrooge", de Robert Zemeckis, chegou a 2.000 salas com capacidade de projetar em 3D.

Agora, em 2010, Hollywood lançará 11 filmes em 3D, com destaque para "Alice no País das Maravilhas", de Tim Burton, "Guardians of Ga'Hoole", de Zack Snyder (diretor de "300 de Esparta" e "Watchmen"), "Shrek forever" e "Toy Story 3". Na fila, para 2012, também estão "Tintin", de Steven Spielberg, com produção de Peter Jackson, de "O senhor dos anéis".

Os filmes de terror não ficarão de fora da moda e já estão programados "Piranha" - a nova versão do filme realizado em 1978 por Joe Dante -, um novo "Sexta-feira 13" e "Jogos Mortais 7".

Para Constantine, o 3D vai durar anos e não é uma moda passageira.

"Houve um verdadeiro renascimento do 3D porque a tecnologia do cinema digital permite uma experiência muito melhor para o público", explica Mark Zoradi, ex-presidente da Walt Disney Motion Pictures Group.

"Ela dá aos cinéfilos mais uma razão para continuar indo ao cinema. É algo que não se pode experimentar em casa. É algo que chegou para ficar", conclui.

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