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Sucesso dos anos 60, Agente 86 chega aos cinemas

O filme Agente 86, que estréia hoje em circuito mundial, é uma ousadia que Hollywood se permite de vez em quando. Apesar de ter por trás uma atração que durou cinco temporadas e ganhou sete Emmys, entre 1965 e 1970, o filme não é uma versão do seriado, mas a adaptação da série para o estilo de humor de Steve Carell, um dos humoristas mais importantes do cinema americano atual.

Agência Estado |

"Escolhemos o Steve assim que surgiu a idéia do longa e ele logo se envolveu, remodelando o personagem, dando o seu tom e estilo e criando piadas. Ele foi à primeira reunião achando que ia fazer um teste. Quando soube que já estava contratado, surtou", disse à imprensa o diretor Peter Segal, no lançamento da produção, em Los Angeles.

Mesmo assim, a idéia dos produtores e estúdio é ressuscitar o fenômeno da série via cinema - no Brasil foi exibido até os anos 90 - com seqüências protagonizadas pelos agentes 86 (Steve Carell) e 99 (Anne Hathaway). O seriado terá um peso maior se houver outros filmes. "Depende do público. Se ele gostar, ficaremos felizes em fazer seqüências. A idéia é seguir os passos da série e manter a tensão sexual entre os dois personagens", explica Segal.

Inspirado no sucesso de James Bond nos anos 1960, os produtores Leonard Stern e David Susskind criaram, com Mel Brooks e Bucky Henry, a série cômica sobre espionagem, protagonizada por Don Adams como o detetive atrapalhado Maxwell Smart, ou Agente 86. Ele atua numa organização secreta, Control, cuja missão é combater vilões nazistas e comunistas, especialmente Siegfried, interpretado por Bernie Koppe - e no longa por Terence Stamp, astro dos dois primeiros episódios de Superman.

No lugar de Barbara Feldon, a agente 99 Anne Hathaway garante. "Adorei o figurino, pois me deixava intimidadora, mas capaz de enfrentar cenas de ação. Confesso que O Diabo Veste Prada foi uma grande escola. Sem ele eu não conseguiria correr de salto alto na linha de trem", diz a atriz.

O filme presta homenagens à série, como a cena em que 86 pega o sapatofone e o cone do silêncio. Capricha nos efeitos especiais, mas seu forte são os diálogos primorosos entre os personagens. "Mel Brooks era consultor ativo da série, mas Carell foi vital e muitas das piadas trocadas entre ele e Hathaway no set foram incluídas no trabalho", conta o produtor Charles Roven ( Batman ). Outra presença importante é a de dois veteranos, Alan Arkin - Oscar por Pequena Miss Sunshine - e Terence Stamp.

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