Rio de Janeiro - Os subsídios à população pobre no Brasil alcançaram em 2009 o recorde de R$ 12,454 bilhões, informou nesta segunda-feira o governo federal.

A quantia representou um aumento de 13,8% com relação ao ano passado nas transferências de renda feitas pelo programa Bolsa Família, informou o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em comunicado.

A variação refletiu o reajuste de 10% no valor do subsídio, aplicado desde o setembro, e a inclusão de 1,3 milhão de famílias na lista de beneficiárias no ano.

Cerca de 12,3 milhões de famílias estão inscritas no programa e recebem mensalmente quantias que variam de R$ 22 a R$ 200, que são investidos basicamente em alimentação, material escolar, remédios e vestuário, conforme estudos oficiais.

O Ministério destinou também neste ano R$ 207,3 milhões para que as Prefeituras invistam em planos de gestão do programa assistencial.

Implantado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, o programa Bolsa Família foi baseado em outros programas de assistência e é considerado pela Organização das Nações Unidas e outros organismos internacionais como "o maior plano de transferência de renda do mundo".

Em 2010, o Executivo espera estender a cobertura a 12,9 milhões de famílias, cujo teto mensal de renda pode alcançar os R$ 140 para poder solicitar o auxílio.

O programa obriga às famílias beneficiárias a manter na escola os filhos menores de 15 anos e fornece subsídios adicionais para cada jovem de até 17 anos que vai à escola com regularidade.

Entre outubro e novembro, o Governo constatou que assistiram às aulas 88% dos 17,7 milhões de alunos de até 17 anos que integram as famílias inscritas no programa de subsídios.

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