BRASÍLIA (Reuters) - O Superior Tribunal de Justiça revogou nesta segunda-feira a prisão do governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), detido desde 11 de fevereiro na Polícia Federal em Brasília. A Corte Especial do STJ decidiu, por 8 votos a 5, revogar a prisão preventiva de Arruda, afirmando que o ex-governador não tem mais como influir nas investigações.

Arruda foi preso acusado de tentar subornar uma testemunha de um suposto esquema de pagamento de propinas no governo distrital.

"Não há mais como o preso influir na instrução criminal, mesmo porque ele não sustenta mais a condição de governador de Estado", afirmou o presidente do inquérito, ministro Fernando Gonçalves.

A decisão beneficia outros cinco denunciados no caso que também estavam presos.

Antes do julgamento, o advogado de defesa, Nélio Machado, disse à Reuters estar confiante em relação à soltura de Arruda.

Segundo o advogado,"não há motivo plausível ou sustentável" que justifique a manutenção da prisão, sobretudo pelo "tempo decorrido e o andamento das investigações", período que classificou de "muito sofrimento".

(Reportagem de Bruno Peres)

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