SÃO PAULO - O presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Cesar Asfor Rocha, negou nesta sexta-feira o pedido de revogação das prisões preventivas do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, conhecido como Lalau. As informações são da assessoria de imprensa do STJ. Condenado por desviar quase R$ 170 milhões da construção do Fórum Trabalhista de São Paulo, Nicolau está preso em regime domiciliar.

De acordo com o STJ, no habeas-corpus, a defesa destaca que Nicolau foi condenado a uma pena que totaliza 40 anos, seis meses e 20 dias; sendo 26 anos e seis meses de prisão no processo principal e 14 anos em outro feito, ultrapassando assim o limite máximo permitido, "tendo assim aplicação imediata o limite máximo de 30 anos".

A defesa sustentou que o motivo de sua decretação - a preservação da ordem pública - não mais se verifica, diante do fato de Nicolau, aos 80 anos, "gravemente enfermo, despojado de todos os seus bens, cargos e distinções", não oferece mais qualquer risco à ordem pública, "se alguma vez pareceu oferecer".

Na decisão, o juiz alegou que os requisitos necessários para a concessão da liminar não estavam presentes, porque os elementos constantes dos autos não demonstram, de plano, flagrante de ilegalidade na prisão cautelar de Nicolau.

O ministro Cesar Rocha observou, ainda, que o pedido não veio acompanhado da cópia da decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região que concedeu habeas-corpus para mantê-lo em prisão domiciliar e que também não consta informação sobre a inexistência de trânsito em julgado da decisão da apelação.

Ainda segundo o STJ, o mérito do habeas-corpus será julgado pela Sexta Turma do STJ, tendo como relatora a desembargadora convocada Jane Silva.

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