STJ nega pedido de habeas-corpus ao médico Roger Abdelmassih

SÃO PAULO - Em nota, o Superior Tribunal de Justiça afirmou que o ministro Felix Fisher negou na noite desta sexta-feira o segundo pedido de habeas-corpus feito pela defesa do médido Roger Abdelmassih, acusado de abusar sexualmente de suas pacientes. Abdelmassih está preso desde a segunda-feira (17), no 40º Distrito Policial, no bairro de Vila Maria, zona norte de São Paulo.

Redação |

Na nota do STJ não estão definidos os motivos que levaram à recusa do pedido de liberdade.

Na quarta-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo indeferiu o pedido de habeas-corpus a favor de Abdelmassih. A decisão foi do desembargador José Raul Gavião de Almeida da 6ª Câmara de Direito Criminal, que a justificou baseado na periculosidade do réu.

Segundo o advogado criminalista José Luiz Oliveira Lima, que defende o médico, a prisão dele é "ilegal".

Na manhã desta sexta-feira, o muro da clínica do especialista em reprodução assistida, localizada na avenida Brasil, Jardim América, na zona sul de São Paulo, estava pichado c
om os dizeres "velho tarado" e "a Justiça tarda mas não falha".

AE
Muro da clínica na avenida Brasil

Registro suspenso

O médico teve o registro profissional suspenso de forma cautelar por tempo indeterminado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). A medida o impede de praticar a medicina caso venha a ser solto.

A decisão de suspender o registro do médico (interdição cautelar) foi unânime entre os conselheiros presentes à sessão plenária realizada no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).

Com a medida, o especialista em fertilização in vitro está impedido de clinicar por seis meses, a princípio, e terá a carteira de médico apreendida. Outros profissionais podem atender em seu consultório.


Abdelmassih é retirado de sua clínica por policiais/AE

A decisão foi comunicada à Justiça Federal, pois o conselho é uma autarquia federal que regula a atividade médica no País. O Estado apurou que o órgão se baseou em resolução de 2006 do Conselho Federal de Medicina (CFM) que prevê a interdição cautelar em casos em que o profissional esteja prejudicando gravemente a população.

Em abril de 2008, porém, o mesmo CFM alterou a resolução e passou a impedir que os conselhos regionais dessem publicidade das interdições à população. Apenas o médico alvo da medida e os demais conselhos regionais são comunicados.

O caso

Em junho, a Polícia Civil de São Paulo indiciou Abdelmassih sob acusação de estupro e atentado violento ao pudor contra pacientes , segundo informação do Ministério Público.

Na época, a Promotoria chegou a receber cerca de 70 relatos de supostas vítimas de Abdelmassih. Mulheres que passavam por tratamento contra infertilidade na clínica dele o acusam de ter cometido atos libidinosos, como beijar à força e passar as mãos no corpo das pacientes durante atendimentos. O médico nega todas as acusações. 

(com informações da Agência Estado)


Leia mais sobre
Abdelmassih

    Leia tudo sobre: médicoroger abdelmassihsão paulo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG