SÃO PAULO - O desembargador Celso Limongi do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), negou liminar para suspender a ação penal contra Lindemberg Alves Fernandes, de 22 anos, acusado de atirar na ex-namorada Eloá Pimentel após mantê-la refém por mais de 100 horas em Santo André, na Grande São Paulo.

AE
Lindemberg ao ser preso na últma 6ª
Lindemberg ao ser preso em 2008
No pedido de habeas-corpus encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a desfesa pedia a anulação total da denúncia determinando a reabertura da instrução criminal, com objetivo de realizar a oitiva das duas testemunhas - policiais militares do GATE - e a concessão do prazo de 10 (dez) dias para conhecimento, análise e manifestação das novas provas juntadas ao processo antes da única audiência realizada em 08 de janeiro de 2009.

Ao negar a liminar, o desembargador convocado observou, ainda, que o pedido possui natureza inteiramente satisfativa e se confunde com a própria análise do mérito da impetração. Sendo, portanto, incompatível com este juízo antecipado, concluiu.

Após o envio das informações solicitadas pelo desembargador, o processo segue para o Ministério Público Federal, que vai emitir parecer sobre o caso. Em seguida, retorna ao STJ, onde será julgado pela 6ª Turma.

O caso

Futura Press
Amigas Eloá e Nayara/ Arquivo pessoal
Amigas Eloá e Nayara/ Arquivo pessoal
No dia 13 de outubro, Lindemberg invadiu o apartamento de Eloá por estar inconformado com o fim do relacionamento com a estudante. No segundo dia, ele libertou a amiga da ex-namorada, Nayara, que foi rendida novamente no dia seguinte. Seu retorno foi um pedido do sequestrador como condição para a libertação de Eloá, mas, quando a menina entrou no apartamento, tornou-se refém.

Pouco antes do desfecho do sequestro, a equipe do Batalhão de Choque da PM estava posicionada no apartamento ao lado onde estavam Lindembergue e as reféns. De acordo com a polícia, os agentes decidiram invadir o apartamento após ouvirem um disparo.

Ao invadirem o local, os policiais encontraram o sequestrador de pé, entre a sala e a cozinha. Eloá estava caída baleada na cabeça e Nayara estava com um ferimento na boca.

Leia mais sobre: Caso Eloá

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.