O redivivo grupo inglês The Police foi a grande atração do sábado, na penúltima noite do primeiro Rock in Rio Madri, e fez um show que visivelmente já parece ensaiar a nova retirada de cena do trio formado pelo cantor Sting, o baterista Stewart Copeland e o guitarrista Andy Summers: morno, mecânico, enfadonho. Stewart Copeland disse, em Madri, que não se assusta com a possibilidade de cessar a grande curiosidade em torno de sua decana banda.

"Meu agente disse que estou recebendo muitos convites (para quando o Police parar)", afirmou, dizendo que sua prioridade é retomar o trabalho de compositor.

Em cena, no entanto, o Police vai fazendo valer os milhões que recebe para a turnê de reencontro. O grupo tocou 17 musicas em Madri, abrindo com Message in a Bottle. Foi o mesmo set list do Maracanã, onde tocaram há alguns meses. Até as brincadeiras eram as mesmas. "São 70 mil pessoas aqui", falou, em espanhol. "São 140 mil mãos, que eu quero ver agora para cima", conclamou, e a platéia respondeu como sempre, obedecendo.

Sting exibia um novo visual, de barba já bem grandinha, grisalha, e a velha camiseta transparente para mostrar o resultado dos anos de malhação. Foi um show não muito empolgante, mas que conseguiu animar o público com o desfile de hits do grupo. O público foi um pouco menor do que o que veio ver Amy Winehouse e Shakira no dia anterior, de 75 mil pessoas.

O Rock in Rio Madri, que termina hoje com Bob Dylan, anuncia amanhã sua nova edição, em 2010, já com patrocinadores fechados. O evento na Europa custou cerca de 50 milhões de euros, e se mostrou um sucesso financeiro. O público ficou um pouco aquém do previsto inicialmente (100 mil pessoas por noite), mas a estrutura, que será desmontada em uma semana, é a maior e mais complexa do showbiz espanhol.

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