O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, há pouco, o pedido do advogado do caseiro Francenildo Costa para que ele fosse admitido como assistente de acusação no inquérito, que investiga a suposta participação do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci na quebra ilegal do sigilo bancário de Francenildo. Também foram denunciados por suposta participação na violação do sigilo bancário do caseiro o ex-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) Jorge Mattoso e o ex-assessor de imprensa do Ministério da Fazenda Marcelo Netto.

Apenas o ministro do STF Marco Aurélio concordou que o advogado de Francenildo fosse admitido como assistente de acusação.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, relatou detalhes da denúncia feita pelo Ministério Público Federal, que pede que seja aberta uma ação criminal contra Palocci por suspeita de envolvimento na quebra do sigilo bancário do caseiro. Segundo o procurador, no período em que ocorreu a quebra de sigilo, houve uma intensificação das ligações telefônicas entre Palocci e Marcelo Netto. De acordo com Gurgel, "não há dúvida sobre a autoria dos delitos". "Existe certeza do crime e indícios veementes de sua autoria", afirmou Gurgel. O procurador pediu a abertura de uma ação penal contra os três.

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