STF passará a deputados dados sigilosos sobre Paulinho

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu ao pedido do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara e repassará aos deputados dados sigilosos do inquérito aberto na Corte para investigar o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força. As informações serão encaminhadas sob o compromisso de que sejam mantidas em sigilo pelos integrantes do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Agência Estado |

Abr/ Antônio Cruz
O deputado federal Paulinho da Força
Paulinho é acusado de envolvimento no esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), descoberto pela Polícia Federal (PF) na Operação Santa Tereza. O suposto envolvimento dele no esquema foi identificado em grampos telefônicos e outros documentos obtidos pela PF durante as investigações.

Diante desses indícios, a Corregedoria da Casa enviou ao Conselho de Ética e Decoro um pedido de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra Paulinho. Os dados serão usados para embasar a investigação do Conselho de Ética que, ao fim das apurações, pode encaminhar ao plenário da Câmara um pedido de cassação de mandato do deputado do PDT de São Paulo.

No STF, o inquérito foi aberto no início deste mês. As averiguações correm sob segredo de justiça. O ministro que relata o inquérito, Carlos Ayres Britto, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou diligências pedidas pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, dentre elas, pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal de envolvidos.

Se os indícios forem confirmados, Souza deve oferecer denúncia contra Paulinho e pedir que seja aberta uma ação penal no STF.

O caso

Paulinho da Força Sindical é acusado de envolvimento em esquema de desvio de dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Seu nome surgiu na Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, e, segundo o  Ministério Público Federal ele é citado não só em escutas telefônicas, como em depoimentos colhidos na investigação da Polícia Federal (PF).

Em nota oficial, a Força Sindical declarou que Paulinho "está sendo vítima, mais uma vez, de implacável perseguição política, cujo único objetivo é impedir que mantenha, como sempre manteve, sua independência política e sua luta incansável na defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros".

As investigações da Operação Santa Tereza tiveram início em dezembro de 2007, segundo a PF, para apurar denúncias sobre a prática dos crimes de tráfico interno e internacional de mulheres e de exploração de prostituição. Após investigações, foi constatada também a existência de um esquema de desvio de verbas de financiamentos do BNDES, conforme a PF.

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