Nestor Ramon Caro-Chaparro foi preso em abril deste ano. Após tentativa de resgate, foi transferido do Rio para Mossoró (RN)

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou neste domingo o pedido de transferência de prisão solicitado pelo traficante de drogas colombiano Nestor Ramon Caro-Chaparro, preso desde abril e que está à espera de um julgamento sobre sua extradição para os Estados Unidos.

A ministra Ellen Gracie negou o pedido de Caro Chaparro que está detido na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e solicitou ser transferido para o Núcleo de Custódia da Polícia Federal de São Paulo, informou o serviço estatal de notícias "Agência Brasil".

Os EUA solicitaram a prisão com fins de extradição do traficante colombiano, acusado de liderar a distribuição de grande parte da cocaína consumida em Nova York e de lavagem de dinheiro.

A embaixada americana indicou ao STF que Caro-Chaparro e outros dois colombianos estavam à frente das operações de envio de droga em polpa de celulose e rolos de papel, na qual cada carga transportava 500 quilos do produto.

A prisão preventiva do colombiano foi decretada pelas autoridades brasileiras em 2005, mas a efetiva só em abril deste ano. Inicialmente, o traficante ficou detido no presídio Bangu I, no Rio de Janeiro, mas um suposto esquema de resgate por parte do crime organizado da cidade levou o STF a ordenar sua transferência para Mossoró, no Rio Grande do Norte.

A defesa do colombiano alega que a cidade é de difícil acesso, com o aeroporto mais próximo a 300 quilômetros, o que dificulta as visitas de familiares e advogados. Ellen Gracie, porém, argumentou que uma eventual mudança para São Paulo implicaria os mesmos riscos de um suposto resgate por parte do crime organizado.

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