STF nega habeas-corpus a policial acusado de matar o menino João Roberto, no Rio

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal negou nesta quarta-feira habeas-corpus ao policial militar William de Paula, acusado da morte do menino João Roberto, de três anos, no dia 6 de julho, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Desde o dia 29 de julho, William e o soldado Elias Gonçalves da Costa Neto, também acusado pelo assassinato de João ROberto, estão detidos devido a um decreto de prisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Entenda o caso

AE
João Roberto tinha três anos
João Roberto tinha três anos
O menino João Roberto foi baleado na cabeça durante uma perseguição de policiais do 19º BPM (Tijuca) a bandidos, na rua General Espírito Santo Cardoso, a poucos metros da delegacia do bairro. Eles seguiam criminosos que teriam assaltado pessoas momentos antes em ruas da localidade.

Testemunhas informaram que os policiais perseguiam um veículo Fiat Stilo preto, onde estariam os criminosos, mas acabaram atirando contra o veículo da mãe do garoto, um Palio Weekend cinza chumbo. Além de João, a advogada Alessandra Amorim estava com um bebê de nove meses, quando o carro foi atingido pelos disparos. Ela ficou ferida por estilhaços na barriga e na perna.

De acordo com testemunhas, a advogada chegou a jogar a mochila de um dos meninos pela janela, para mostrar aos policiais que os bandidos estavam em outro carro, mas há informações de que foram disparados pelo menos 15 tiros contra o carro que ela dirigia.

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