STF arquiva habeas do caso do milionário da Mega-Sena

SÃO PAULO - O Superior Tribunal Federal (STF) arquivou nesta segunda-feira o pedido de habeas-corpus do segurança Anderson Silva de Sousa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram o milionário da Mega-Sena René Senna. Segundo o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, como o caso não foi julgado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), não havia interesse para que fosse decidido na Corte.

Agência Estado |

Sousa, que era segurança de Senna, entrou com o requerimento de habeas-corpus no STF, alegando que o STJ não estendeu a ele a liberdade concedida à viúva de Senna, Adriana Ferreira Almeida, acusada de ser a mandante do crime.

Adriana foi libertada no dia 30 porque o prazo de prisão temporária foi excedido, sem que houvesse um julgamento. A solicitação do segurança foi feita ao STJ um dia depois que foi julgado a favor o pedido da viúva do milionário da Mega-Sena. Como o processo ainda não foi avaliado pela 5ª Turma, o Supremo resolveu arquivar o pedido de liberdade. O assassinato ocorreu em janeiro de 2007, em Rio Bonito (RJ).

O crime

Segundo a denúncia, Adriana teria oferecido recompensa a cinco pessoas para que planejassem e executassem o crime. Entre os motivos, seria o de que ela sabia que Senna pretendia terminar o relacionamento e excluí-la do testamento. O milionário era agricultor.

Por causa da diabete, teve as duas pernas amputadas e passou a vender doces na beira da estrada. Em 2005, ganhou sozinho o prêmio de R$ 51,8 milhões. Casou-se, então, com Adriana, que é ex-cabeleireira e teria passado a cuidar das finanças do casal. Ela o mantinha afastado da família, acusam amigos e parentes.

Na manhã de 7 de janeiro de 2007, Senna estava num bar com amigos, quando dois homens chegaram numa motocicleta e dispararam contra ele. A cabeça foi atingida por quatro tiros. Senna, que tinha uma filha, morreu no local.

Além de Adriana e de Sousa, foram acusados de participar do crime a professora de educação física Janaína Silva de Oliveira e outros três ex-seguranças do milionário: o cabo da Polícia Militar (PM) Marco Antônio Vicente; o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira, mais conhecido como China , e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira.

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