O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, voltou a criticar a destruição de parte do pomar de uma fazenda da Cutrale no interior de São Paulo, há dez dias, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). As imagens (da derrubada de 7 mil pés de laranja) correram o mundo, rodaram o mundo, afirmou.

"Evidentemente, isso não foi bom para a imagem do Brasil", acrescentou o ministro, ao chegar à Câmara dos Deputados para participar do seminário O Setor Sucroenergético e o Congresso Nacional: Construindo uma Agenda Positiva.

A uma pergunta de um repórter a respeito das articulações para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar denúncias de irregularidades em contratos negociados entre governo e MST, o ministro foi evasivo: "Isso é assunto do Congresso." No último dia 7, os integrantes do MST desocuparam a fazenda Santo Henrique, do grupo Cutrale, em Borebi, a 320 quilômetros de São Paulo, deixando para trás, além dos 7 mil pés de laranja arrancados, 28 tratores danificados ou destruídos, caminhões e sistemas de irrigação sabotados e a sede e seis casas de colonos depredadas e pichadas.

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