Stédile nega envolvimento com invasão da Aracruz no RS

O líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stédile negou hoje ter participado da organização da invasão e depredação do viveiro de mudas da Aracruz Celulose em Barra do Ribeiro (RS), em depoimento prestado ao juiz Jonatas de Oliveira Pimentel. A investida da Via Campesina ocorreu em 8 de março de 2006.

Agência Estado |

Cerca de 1,5 mil mulheres entraram na área de expedição e num laboratório da Aracruz e destruíram 3 milhões de mudas de eucalipto e equipamentos de pesquisa, causando um prejuízo calculado em US$ 700 mil.

Em Porto Alegre, onde participava de uma conferência sobre reforma agrária, Stédile saudava as mulheres por terem chamado a atenção da sociedade para as dificuldades causadas pela monocultura do eucalipto. Depois da investigação policial, em abril de 2006, o promotor Daniel Indrusiak denunciou 37 acusados, entre eles o líder nacional do MST, como chefes ou organizadores da depredação, acusando-os de dano qualificado, furto, formação de quadrilha, seqüestro e cárcere privado. Depois de várias tentativas, a Justiça conseguiu notificar Stédile, que viajou a Barra do Ribeiro acompanhado da advogada Cláudia Mendes Ávila.

"Ele deixou claro que não tinha nada a ver com a manifestação das mulheres camponesas e que só soube do fato pela imprensa", relatou Cláudia. Pimentel confirmou que Stédile negou a autoria, participação e envolvimento na ação. O processo corre há dois anos e o juiz admite que deve demorar pelo menos mais dois anos para chegar a uma decisão.

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