SPFW: cinema, pintura e até feira livre inspiram 2º dia

O segundo dia de desfiles da São Paulo Fashion Week (SPFW) foi de grandes marcas e levou às passarelas peças inspiradas em cinema, pintura e até em feiras livres. A Iódice abriu os desfiles no Iguatemi com decotes, transparências e fendas para garantir sensualidade.

Agência Estado |

Na grife do estilista e empresário Valdemar Iódice, as pérolas foram o destaque da coleção. A menção às feiras livres apareceu na coleção da grife carioca Maria Bonita, que trouxe um verão 2010 com modelagem ampla inspirada na camiseta, que se transformou em vestidos-camiseta, blazers com as costas-camiseta (com decote nadador ampliado e marcando cavas profundas) e macacões-camiseta. Atenção para os volumes nas costas, como se os casacos tivessem sido tirados e costurados na parte de trás da roupa.

Alexandre Herchcovitch resolveu soltar a criatividade. Começou doce, com Gianine Marques, sua musa, em vestido curtinho prata, de volumes marcados. Vieram segundas-peles de renda com sobreposições e folhagens de chiffon costuradas às peças. Mas essa suavidade foi dando lugar a vestidos e jaquetas de tons intensos, laranjas, pinks, zíperes dourados. Ele transforma parte de suas roupas em quadros, usando a composição de cores para pintar abstratos sobre o tecido branco emborrachado. Ao final, quadriculados de paetê em cores fortes precederam armações de volumes gigantescos, em um exercício criativo poderoso, mas muito longe da vida real.

Usando o filme "O Céu que nos Protege", de Bertolucci, como referência estética, a Cori apresentou uma inspirada relação entre o Ocidente e o Oriente. Assim, Giselle Nasser e Andrea Ribeiro, as novas estilistas da grife, puderam soltar a imaginação num mix de alfaiataria (o DNA da marca), mais precisamente, dos cavalheiros do século 19, com muitos drapeados. Em modelos leves, acinturados e com certo volume, que valorizam a silhueta da mulher, o que se viu foi um desfile que primou pela leveza em bermudas, vestidinhos e macacões inspirados no paletó. Os tecidos usados pela dupla também reforçaram o tom de leveza da coleção. "Usamos muito tecidos nobres, como o cetim estruturado, e também os tecnológicos, que dão aspecto mais rústico aos modelos", explicou Giselle.

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