O extremo da zona leste apresentou o maior número de casos de tuberculose em São Paulo em 2009, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde.

 Juntos, os bairros de Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo, São Miguel Paulista, Guaianases, Itaim Paulista e Itaquera registraram 1.411 pessoas com a doença. Só no Itaim Paulista foram 304. A região possui quase 400 mil habitantes. Parelheiros, na zona sul, é onde houve menos casos: 81.

Em toda a cidade, foram 5.836 pessoas infectadas em 2009, que teve 53 casos a mais que em 2008. Em nível nacional, os números mostram relativa estabilidade da doença no País, que não deve cumprir meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS): reduzir pela metade a quantidade de casos novos até 2015. Em 1990, foram registrados 74.567 casos novos. Em 2008, foram 70.989.

No Estado, a estabilidade também se mantém. Em 1998, eram 17.399 pessoas doentes. No ano passado,15.712. A redução nestes 11 anos foi de 9,7%. “Uma da maiores dificuldades é o tratamento. Por ser longo, muitas pessoas abandonam”, diz a coordenadora do programa de tuberculose do Estado, Vera Maria Neder Galesi.

O tratamento da tuberculose tem duração de seis meses de medicação diária. “Após um mês de medicação, o paciente se sente melhor e acha que não precisa continuar”, diz Vera Galesi. Por isso, a recomendação é que o remédio seja tomado com a supervisão de agentes de saúde. Em 2008, no Estado, 78% das pessoas com a doença em tratamento foram curadas. A meta era 85%. Houve ainda 10% de abandono da medicação, quando o ideal é 5%. As informações são do Jornal da Tarde.

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