Vídeo mostra suspeitos de assassinar aluno da FGV

Júlio Bakri foi morto a tiros em bar ao lado da Fundação Getúlio Vargas (SP). Polícia não sabe o motivo do crime

Marina Morena Costa, iG São Paulo |

nullImagens da câmera de segurança de um prédio vizinho ao bar onde dois estudantes foram alvejados na noite da última quarta-feira mostram dois suspeitos chegando ao local do crime. Os homens aparecem à direita do vídeo, usando capacetes. Em segundos, entram no bar, efetuam pelo menos 15 disparos e deixam o local, na avenida 9 de julho, Bela Vista, região central de São Paulo. Na fuga, um dos suspeitos (de camiseta branca) chega a cair duas vezes e corre mancando.

Júlio César Grimm Bakri, de 22 anos, estudante do 4º ano de Administração de Empresa na Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi atingido por cinco tiros e morreu antes de chegar ao hospital. Seu amigo Christopher Akiocha Tominaga, de 23 anos, recebeu quatro tiros, teve o rim esquerdo perfurado, o sistema gástrico e a perna atingida direita. Ele passou por cirurgia e está em estado grave, na UTI do Hospital das Clínicas.

Investigadores do 4º Distrito Policial, na Consolação, ouviram sete testemunhas nesta quinta-feira, entre elas os donos do bar; o irmão de Christopher, Jonatan Tominaga; e os amigos Danilo Yamagushi, 26, e Acássia dos Santos Cruz Mateus, 23, que presenciaram o crime. Segundo o Boletim de Ocorrência, cinco pessoas estavam na mesa bebendo cerveja e jogando baralho (Júlio, Christopher, Danilo, Acássia e Reinaldo Kenji Kaji, economista de 32 anos), quando dois homens com capacetes chegaram ao local e efetuaram disparos direcionados aos dois estudantes de administração.

A Polícia não chegou à motivação do crime. "Não chegamos a uma motivação. Qualquer hipótese seria exercício de adivinhação. As testemunhas ouvidas hoje pouco puderam ajudar a esclarecer o crime, mas daqui a um ou dois dias vamos chegar à motivação. Temos de ouvir ainda outras pessoas", afirma Paulo César Tucci, delegado responsável pela investigação do crime.

De acordo com o delegado, imagens de outros sistemas de segurança e da CET serão usadas na investigação. Como o crime tem características de uma execução, a Polícia investiga possíveis dívidas, envolvimento com drogas ou crime passional. No entanto, as vítimas tinham um "cotidiano normal", segundo o delegado e não há no momento nenhuma pista concreta que indique o motivo do assassinato.

null Relato de testemunhas

Segundo testemunhas, os criminosos chegaram em uma moto preta, desceram sem tirar o capacete e entraram no bar, na Avenida Nove de Julho. Instantes depois, saíram com as armas em punho e abriram fogo contra as vítimas - uma das armas era uma pistola ponto 45, de uso exclusivo do Exército. Três estudantes que também estavam na mesa se refugiaram no bar.

O delegado Ricardo Prezia, do 4º Distrito Policial, na Consolação, conversou com amigos das vítimas e o dono do estabelecimento - todos disseram que os estudantes não aparentavam ter inimigos. Na delegacia, o irmão de Tominaga contou que o rapaz se envolveu há cerca de um mês numa briga em um bar no Bexiga, também na região central, após desconhecidos provocarem sua namorada.

"Pelas características do crime, foi uma execução. Mas vamos apurar se o alvo eram eles mesmos, pode ter havido um erro", disse o delegado. Até o momento, ninguém foi preso.

A Fundação Getúlio Vargas suspendeu as aulas nesta quinta-feira por conta da morte do aluno. Nesta sexta, a faculdade volta a funcionar normalmente, de acordo com a assessoria de imprensa.

O corpo está sendo velado no cemitério da Vila Alpina, em São Paulo, e será cremado nesta sexta, às 9h30.

* Com AE

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